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A ÉTICA NAS RELAÇÕES INTERDENOMINACIONAIS E MINISTERIAIS



Esta notícia foi veiculada no site da Missão Portas Abertas [www.portasabertas.org.br] com o título:

IGREJAS DISCUTEM CÓDIGO DE CONDUTA SOBRE CONVERSÕES

Eis a notícia: As igrejas cristãs em geral estão cada vez mais próximas de adotar um código de conduta comum para conquistar conversões entre si e de outras religiões, disse na segunda-feira o Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

A conversão, às vezes chamada de "furto de rebanho", causa conflitos entre religiões diferentes. Grupos militantes frequentemente são acusados de usar táticas desleais para conseguir novos integrantes.

O CMI, que tem sede em Genebra e que trabalha em cima da questão junto com o Vaticano, disse que a reunião que acontecerá em Toulouse esta semana deve levar quase à conclusão o processo de elaboração de um conjunto de regras. A data limite para a elaboração é 2009.

"Representantes evangélicos e pentecostais vão participar do diálogo pela primeira vez, e encaramos isso como um bom sinal para o sucesso do projeto", disse Juan Michel, representante do CMI.

As duas correntes, que se destacam pelo proselitismo, tiraram fiéis de outras organizações cristãs, especialmente na América Latina, na África e na Ásia. Desde que o trabalho para o acordo começou, em maio do ano passado, elas mantinham-se à distância.

"Sempre quisemos que o processo fosse aberto e incluísse todo mundo", disse Michel. A primeira reunião teve a participação de budistas, hinduístas, muçulmanos, judeus e iorubás, além dos cristãos (católicos). Foi emitida uma declaração dizendo que a liberdade de religião é um "direito inegociável de todo ser humano".

Esta notícia nos leva a algumas reflexões:

1) A verdadeira Igreja Cristã está fazendo o seu papel de libertação de vidas, tirando-as das trevas da ignorância espiritual, da religiosidade e da superstição, e trazendo-as para a maravilhosa Luz do evangelho.
2) Isso está incomodando os “líderes espirituais” dessas religiões e seitas e provocando reações.
3) Eles estão usando a tática de Sambalate e Tobias (Ne. 6:1-2), buscando a conciliação e a união, porém o objetivo final é parar o avanço da Verdadeira Igreja. Essas reuniões são um verdadeiro “vale de Ono”, para o qual as denominações incautas estão sendo atraídas.

Por outro lado, isso me levou e refletir também sobre nossa própria conduta quanto ao proselitismo e recebimento de membros de outras igrejas da Unida e também de outras denominações.

Estamos vivendo um tempo em que “troca de igreja” se tornou um acontecimento comum. Pessoas saem de uma igreja e passam a freqüentar outra com a mesma facilidade com que trocam de roupa. É um tempo de infidelidade. Paulo mencionou esse tempo em II Tm 4:3, quando as pessoas prefeririam as fábulas à verdade.

Por isso muitas vezes recebemos pessoas que não estão procurando a verdade mas sim alguma coisa que se enquadre naquilo que ela creia ou queira que seja a verdade. Mas o fato é que essas pessoas não são facilmente identificadas e acabam causando transtornos ao ministério e ao rebanho.

Diante disso fica patente a necessidade do retorno a um “costume antigo”: entrar em contato com o pastor ou pastores anteriores daquela pessoa. Se informar acerca dos reais motivos de sua saída daquela igreja, se deu bom testemunho, se é dizimista, etc...

Na ansiedade de vermos nossa casa se encher acabamos passando por cima desse princípio tão básico, mas também tão fundamental do ponto de vista ético. E quanto ao proselitismo, temos que entender que o Reino de Deus não cresce com “pesca em aquários”. O que cresce são apenas os “aquários”.

O nosso CÓDIGO DE ÉTICA PASTORAL diz o seguinte a esse respeito: “Um importante campo de ética ministerial consiste da relação entre um pastor e seus colegas de ministério na mesma cidade ou comunidade. O primeiro pensamento que surge a respeito é que não se pratique o proselitismo. Se os membros de uma outra igreja freqüentam a sua igreja, isso é privilégio deles. Todavia, o pastor não deve visitar esses crentes, jamais deve convidar tais crentes a se transferirem para sua igreja. Isso cabe exclusivamente a eles decidirem, pois é algo entre eles mesmos e o Senhor”. E diz também: “Não se deve aceitar membros disciplinados biblicamente por outras igrejas, salvo na impossibilidade de prévia reabilitação pelo desaparecimento da sua igreja de origem, ou quando reconciliado pela igreja que o disciplinou”.

Aquilo que as religiões e seitas querem criar para evitar suas perdas deve ser um princípio de conduta ética a ser observado entre nós. Primeiro porque é a maneira correta de agir e, segundo, porque evitaremos problemas futuros com membros problemáticos e insubmissos e também com os nossos colegas ministros e co-irmãos.

Que Deus te abençoe!

Autor: Pastor Leonardo Meyer

 

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