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Povo judeu é abençoado e abençoa a humanidade

Segundo reportagem da revista Veja, de 15/06/2005, na seção Inteligência, a grande contribuição dos judeus à ciência, à filosofia, às artes, às finanças, enfim, a todas as atividades humanas em que a inteligência é fator decisivo para o sucesso, constitue-se num fato intrigante para estudiosos e cientistas.

Segundo a revista, os judeus representam menos de 0,5% da população mundial, mas receberam 20% de todos os prêmios Nobel. Testes realizados com asquenazes, como são conhecidos os judeus originários da Europa Central e Oriental, constataram que a porcentagem dos que tinham QI acima de 140 pontos era cinco vezes maior do que entre o restante da população européia. Segundo o cientista americano Gregory Cochran, fatores genéticos, a combinação entre intelectos desenvolvidos, sucesso, casamentos endogâmicos e fecundidade criou as condições ideais para que a inteligência se tornasse um fator genético dos asquenazes, transmitido e depurado de geração para geração.

“A hipótese, que será publicada pelo Journal of Biosocial Science, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, não representa uma revolução. Ela apenas agrega novas idéias à tentativa de esclarecer um fato intrigante.

Até hoje, a explicação mais plausível é cultural. Historicamente, os judeus, mais do que beneficiados pela seleção natural, desenvolveram deliberadamente a inteligência por meio da valorização do estudo. Sem saber ler, compreender e argumentar é impossível participar plenamente da vida religiosa da comunidade. "O judaísmo não é uma religião estática, de doutrinas. Os escritos devem ser interpretados e discutidos", afirma o sociólogo Bernardo Sorj, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No passado, era comum os asquenazes ricos escolherem os genros com base não na riqueza, e sim no desempenho do rapaz nos estudos rabínicos. Na Idade Média, os judeus europeus foram proibidos de exercer ofícios "nobres", como a exploração da terra e as campanhas militares.

Confinados em guetos e sujeitos a impostos pesados durante mais de 1.000 anos, tiveram de desenvolver a habilidade intelectual necessária para se dedicar ao comércio e aos serviços. "O patrimônio intelectual dos judeus era a única coisa que ninguém poderia lhes tirar", afirma Robert Chazan, professor de estudos judaicos na Universidade de New York. Quando os portões dos guetos começaram a se abrir no século XVIII, muitos judeus abandonaram a prática da religião, mas mantiveram a tradicional ênfase no aprendizado. Investir na formação das futuras gerações era o único modo de garantir a continuidade dos valores e do povo judeu, daí por que ao longo de vários séculos tantas famílias não pouparam esforços em educar suas crianças. Semearam educação, colhem prêmios Nobel.”

Ou seja, as adversidades, perseguições, tentativas de dizimação e tantas outras atrocidades que foram perpetradas contra o povo judeu só serviu para enriquece-lo ainda mais, tanto social quanto culturalmente. A endogamia (endógamo é aquele que só se casa com membros de sua própria classe ou tribo, com a finalidade de conservar sua nobreza ou sua raça) e a forma de praticar o judaísmo foram orientações dadas por Deus para preservar o Seu povo, a fim de que o Messias pudesse vir ao mundo para salvar a humanidade. Hoje a ciência vê nisso uma das explicações para o sucesso desse povo extraordinário.

Na verdade, o que os cientistas e estudiosos não levaram em conta foi a benção de Deus sobre o Seu povo. Veja as promessas especiais de Deus acerca de Israel:

Dt. 26: 18-19; 28:1;13: “E hoje o Senhor te declarou que serás para Ele um povo particular, como te tem dito, e que guardarás os Seus mandamentos. Para assim te exaltar em louvor, em nome e em glória sobre todas as nações que criou, e para que sejas povo santo ao Senhor teu Deus, como te tem dito. Se atentamente obedeceres à voz do Senhor teu Deus, tendo o cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. O Senhor te porá por cabeça e não por cauda. Estarás em cima e não debaixo...”.

Sl. 125:2: “Como estão os montes à roda de Jerusalém, assim está o Senhor em volta do Seu povo desde agora e para sempre”.

Is. 51:16; 60:3; 15; 61:9: “Eu pus as minhas palavras na tua boca, e te cobri com a sombra da minha mão – Eu que plantei os céus no seu lugar, e fundei a terra, e que digo a Sião: Tu és o meu povo. As nações caminharão à tua luz... Embora foste abandonada e odiada, de modo que ninguém passava por ti, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração. A tua posteridade será conhecida entre as nações, e os seus descendentes no meio dos povos. Todos quantos os virem os conhecerão como descendência bendita do Senhor”.

Zc. 2:5: “Pois eu, diz o Senhor, serei para ela um muro de fogo em redor, e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória”.

E a benção alcança também todas as nações que apóiam e abençoam a nação judaica: “Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn. 12:3)

Abaixo estão alguns do judeus que mais influenciaram a cultura e as ciências nos últimos anos:

*GUSTAV MAHLER (1860-1911),
judeu austríaco, uma das maiores figuras da história da música
*ALBERT EINSTEIN (1879-1955),
judeu alemão, revolucionou a ciência com a teoria da relatividade
*SIGMUND FREUD (1856-1939),
judeu austríaco, neurologista e pai da psicanálise
* RICHARD FEYNMAN (1918-1988),
judeu americano, o mais influente físico teórico depois da II Guerra
*JONAS SALK (1914-1995),
judeu americano, desenvolveu a vacina contra a poliomielite
*ÉMILE DURKHEIM (1858-1917),
judeu francês, fundou a sociologia moderna

Autor: Pr. Leonardo Meyer

 

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